Os calçados têm grande influência sobre as doenças que acometem o pé e tornozelo.

Ao avaliar a qualidade de um calçado, devemos prestar atenção em algumas partes específicas: 

Solado: o solado não deve ser muito flexível. Ao fazer uma força para dobrar o calçado, este não deve ceder facilmente.

Solado rígido Solado flexível
Tênis esportivo, botas tipo montanhismo/trekking, sandálias tipo tamanco/Anabela

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Sapatilhas, chinelos tipo “Havaianas“, sapatos sociais com sola fina

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Sistema de amortecimento: é obrigatório para fazer esportes. Muito importante no tratamento de doenças como fasceite plantar, tendinopatia do Aquiles, artroses, e outras doenças onde deve-se evitar o impacto.

 Salto alto: o salto traz diversos problemas para o pé, tornozelo e panturrilha. Pode ter reflexo inclusive nos joelhos e na região lombar.

Idealmente, não deve ser maior que 5 cm, e não deve ser utilizado no dia-a-dia.

O uso abusivo do salto vai levar a um encurtamento / contratura da musculatura da panturrilha, e a um aumento da carga na parte da frente do pé. Sendo assim, pode causar ou agravar diversas doenças do pé e tornozelo, como por exemplo:

  • Hálux valgo (joanete)
  • Doenças dos dedos menores: dedos em garra, calosidades
  • Neuroma de Morto, metatarsalgia
  • Fasceite plantar, tendinopatias do Aquiles, dor muscular na perna

Câmara anterior: é a parte da frente do calçado, que acomoda os dedos. Esta deve ser ampla, pois os calçados de “bico fino“ vão levar a uma compressão  extrínseca do antepé e dos dedos, tendo um efeito prejudicial a longo prazo. São doenças que podem ser agravadas pelo calçados com “bico fino“: joanetes, calos, unha encravada, neuroma de Morton, entre outras.

E as palmilhas?

Existem diversos tipos de palmilhas, que podem ser dividas em 2 grupos: as corretivas e as acomodativas.

As palmilhas corretivas são prescritas para corrigir erros de pisada, e isto é feito adicionando cunhas anti-varo, anti-valgo e áreas de apoio no arco plantar.

As palmilhas acomodativas têm o objetivo de acomodar regiões do pé que estão recebendo maior carga, melhorando a distribuição da carga durante a marcha e aliviando assim a dor. São exemplos de palmilhas acomodativas: palmilhas para metatarsalgia, calcanheiras de silicone para fasceite plantar, etc.