As fraturas do pé são muito frequentes, e podem ser simples fraturas de dedos até complexas fraturas com sequelas inevitáveis.

As fraturas mais comuns são as fraturas das falanges dos dedos. Quase 100% são de tratamento conservador, com ótimos resultados após 1 mês com imobilização tipo “esparadrapagem“.

imobilização

As fraturas dos metatarsos também costumam ter boa evolução. Porém, quando apresentam desvio, devem ser operadas para uma consolidação anatômica.

A fratura da base do 5o metatarso é uma fratura especial. Chamada de fratura de Jones, ocorre após entorses do tornozelo.  É uma fratura especial porque ocorre em uma região onde a vascularização do osso pode ser afetada, e há um risco de ocorrer um retardo de consolidação ou até mesmo uma não consolidação da fratura (pseudo-artrose).

 metatarso A – Fratura cominutiva do 1o metatarso 

B – Fratura desviada do colo do 2o metatarso

 

C – Fratura sem desvio do 3o metatarso

 

D – Fratura com desvio do 4o metatarso

 

E – Fratura de Jones do 5o metatarso: consolidação mais lenta

 

F – Fratura por avulsão da base do 5o metatarso: consolidação mais lenta

Lesão de Lisfranc

Trata-se de lesão do ligamento de Lisfranc, um importante ligamento do mediopé. Pode ser associada a uma fratura da base do 2o metatarso ou ser uma lesão ligamentar pura (lesão de Turco).

Lesão de Lisfranc

Se houver desvio ou perda da congruência entre os ossos da região, deve-se realizar tratamento cirúrgico.

Esta é uma lesão caracterizada por longos períodos de recuperação, sendo que a maioria dos pacientes mantem dores por 6 meses a 1 ano.

Fraturas do calcâneo

São fraturas que geralmente ocorrem por trauma axial (queda em pé). Podem ser fraturas pequenas, sem desvio, que costumam ter boa evolução, ou fraturas graves, desviadas, associadas a grandes lesões de partes moles (inchaço, formação de flictemas – bolhas de sangue na pele) e possíveis sequelas a longo prazo.

As fraturas cirúrgicas exigem grandes períodos de recuperação, entre 1 e 2 anos. Muitos pacientes vão sofrer de sintomas por períodos ainda mais longos, como inchaço, dores crônicas por artrose e limitação de movimento do pé e tornozelo.

Fraturas do calcâneo

Fraturas do pé e tornozelo

São fraturas muito comuns, e podem ocorrer na fíbula (maléolo lateral), na tíbia (maléolo medial) ou em ambos.

Podem ser associadas a lesões ligamentares mais simples ou complexas (lesão da sindesmose, fratura luxação do tornozelo).

O tratamento depende da fratura. No geral, fraturas consideradas estáveis (maléolo lateral isolado com pouco desvio) podem ser tratadas de maneira conservadora. Fraturas instáveis (fratura dos dois ossos, fratura de um osso com lesão ligamentar associada) são tratadas com cirurgia.

O tempo de recuperação varia com a lesão, sendo que a maioria dos pacientes começa a andar 45 dias após a fratura. O tempo de recuperação para o trabalho e esportes pode variar de 2 meses a 1 ano.

Fratura do tornozelo (fíbula) tratada com placa e parafusos
 Fratura do tornozelo